Cansa-me concretizar o ditado popular... dar murro em ponta de faca. Claro que não enfiei minha mão na ponta de uma faca, até mesmo porque minha mente insana ainda não encontra-se em tamanho grau de descontrole, porém cabe a metáfora para explicitar minha exaustiva luta em busca de algo que definitivamente não existe. Onde está a lealdade, fidelidade, respeito, prioridade, sensibilidade e atenção que tanto dou aos meus amigos?
Amigos, aonde estão vocês?
Vocês existem?
Ou são alucinações de todos os tipos, delírios elaborados nos mais ricos detalhes, produzidos pela minha imaginação???
Será que essa confiança, cumplicidade, parceria, sintonia e companheirismo que tanto prezo não existem além da minha própria percepção??
A realidade não tem se mostrado da maneira como gostaria. Eu crio expectativas inimagináveis em relação às pessoas, espero muito mais do que podem oferecer-me e creio que elas agirão conforme meus princípios. Oras,já tenho provas suficientes de que estou querendo algo que simplesmente e definitivamente não existe!!!!! Isso é pedir para sofrer! E disso estou farta.
Encontro a paz (ou os piores pesadelos normalmente) no meu sono. Cama, travesseiro, edredom, ao som das poesias cantadas por Gessinger. Nelas, descubro-me, encontro-me e encontro explicações para aquilo que não obtenho respostas de maneira convencional...identifico-me e sinto-me um pouco menos solitária neste mundo..... neste mundo..... foge-me a palavra, assim como escapa também a minha esperança e credibilidade nas tais amizades.
Resta-me apenas a certeza de que a única pessoa que realmente compreende essas baboseiras todas é aquela que surge ao colocar-me em frente ao espelho.
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